segunda-feira, 29 de junho de 2015

Livros que salvam: Egalitarianism as a Revolt Against Nature

O norte-americano Murray Rothbard pensa fora das categorias clássicas. O alicerce sobre que constrói intelectualmente é a praxeologia de Ludwig von Mises. Não há na sua escrita vestígios do estudo da tradição antiga de sabedoria sobre a lei natural. No entanto, encaminha-se à verdade daquela sabedoria por vereda própria.

O seu ensaio Egalitarianism As a Revolt Against Nature é uma crítica exacta e límpida do igualitarismo. Essa meia dúzia de páginas capta perfeitamente a essência do pensamento igualitário como uma revolta contra a estrutura da realidade. O escrito data do ano de 1974, mas a sua novidade permanece incorrupta, como se houvesse ainda neste instante saído das mãos do seu autor.

Rothbard fundeia águas mais profundas do que o liberal simplório e não se ludibria com o igualitarismo encapado de liberdade. Confronta-nos cortante e fluido, quase com rudeza. Neste tempo que é o nosso, é uma janela aberta a deixar entrar ar fresco. É da espécie de livros que nos salva de embrutecermos a bater o rasto da carneirada.

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