sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Nota sobre o chumbo parlamentar da adopção «gay»



O Parlamento reprovou hoje as propostas de legalização da adopção gay. Não creio, porém, que a aprovação de uma proposta semelhante possa ser adiada por muito mais tempo.

O Partido Socialista, ao que tudo indica, prepara-se para vencer as próximas eleições legislativas. Sabemos, por declarações do líder do Partido, que existe daquele lado a intenção de implementar este absurdo jurídico e moral. O eleitorado português, sôfrego por vias de escape para a difícil situação social e económica em que vive, na esperança ilusória de que a mudança de Governo possa solucionar o problema, parece disposto a aceitar como efeito colateral que se risque mais um item de uma agenda política destrutiva.

Por outro lado, a opinião pública há muito que tem vindo a ser contaminada pelo discurso excessivamente emocional e profundamente enganador dos apologistas destas propostas. Falam esses em «direitos fundamentais» das pessoas do mesmo sexo unidas civilmente à adopção de crianças, como se fosse evidente, na ciência moral ou na ciência jurídica, que existe um tal direito fundamental e que é uma infâmia de velha data negá-lo nas nossas leis.

Fazem analogias disparatadas com a escravatura e o racismo e falam de igualdade como se a completa homogeneidade que desejam fosse sinónimo de justiça e não o contrário dela. E, sobretudo, empenham-se em demonizar quem, sacrílego, se atreve a questionar as suas pretensões, para que todas as críticas se desvaneçam numa espiral de silêncio. Não haja dúvida: esta gente sabe como vencer as suas batalhas.

Mas, há, obviamente, muito em jogo para que nos possamos calar, mesmo ante perspectivas tão sombrias. As crianças que serão instrumentalizadas na luta pela «igualdade» valem bem que não nos calemos.

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